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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O cérebro e a música

O gosto praticamente universal pela música acaba de ganhar uma explicação científica. Estudo mostra que, ao som de uma bela canção, o cérebro é inundado por dopamina, neurotransmissor ligado a sensações prazerosas.

  Segundo estudo recente, a dopamina seria responsável pela apreciação musical, compartilhada por diversas culturas. Esse neurotransmissor, ligado a sensações prazerosas, inunda o cérebro ao som de uma boa melodia. 

Os amantes da música sabem, por experiência própria, que o prazer de escutar essas vibrações mecânicas é um dos mais gratificantes que se podem experimentar. Agora, estudo publicado na Nature Neuroscience explica tanto o porquê dessa sensação quanto a razão de a música ser apreciada nas mais distintas sociedades humanas.

O segredo, segundo o estudo, está no fato de o cérebro se inundar com dopamina, um dos vários neurotransmissores que os neurônios usam para enviar sinais químicos uns para os outros. A dopamina está ligada àquele prazer que se tem com um bom prato de comida ou com a surpresa de ganhar grandes somas de dinheiro. 

A experiência  mediu  com exames de imagens, os níveis de dopamina em cérebro de voluntários em resposta àquele ‘arrepio’ prazeroso causado pela música que, para muitos, vem da alma e eletriza o corpo. Essa sensação muda a condução elétrica da pele, os batimentos cardíacos e a taxa de respiração, por exemplo. 

Quanto maior a sensação de prazer ao som de uma música, mais alta é a quantidade de dopamina no cérebro

Os pesquisadores mostraram que, quanto maior essa sensação, mais alta é a quantidade do neurotransmissor no cérebro. Outra conclusão do estudo: a quantidade de dopamina no cérebro é maior quando o ouvinte classifica a música como agradável, em comparação com uma canção ‘neutra’. 

Os autores mostraram também que mesmo a antecipação do prazer de ouvir uma boa música já é suficiente para banhar o cérebro com mais dopamina. Para os autores, uma forma de ler esses resultados é que eles explicam por que a música é tão apreciada pelas mais diversas culturas.
 
Fonte: Cássio Leite Vieira
Ciência Hoje


 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Olha o cérebro a dançar! E que bem o faz!»

2012-08-15
Por Ana Margarida Nunes *

Em época de festivais, a sinergia música-dança é quase total e perfeita. Raros são aqueles que ao ouvirem um pouco de música no meio de uma multidão, não sejam contagiados por um pezinho que dança. Mas há sempre alguém totalmente estático no meio de um concerto super energético. Mas isso não significa que não esteja a “dançar”. Digo “dançar” porque embora não solte o corpo, pode sentir como se o fizesse apenas por ver os outros.

* Licenciada em Biologia Microbiana e Genética pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Neurociências pelo King's College London em 2009.

Pode parecer estranho, mas a verdade e que existem uns neurónios especiais, chamados espelho, que funcionam exactamente como tal. “Dançar” ou “ver dançar” desencadeiam exactamente a mesma sensação. Os neurónios espelho encontram-se em várias regiões do cérebro e claro que para a dança, as regiões mais relevantes são o cortex pré-motor e o parietal, responsáveis pelo movimento e aprendizagem. Estas regiões localizam-se na parte superior central da cabeça, aquela parte que fica coberta pelo chapéu, quando nos protegemos do sol.

Ainda assim, a maior concentração destes neurónios está na área de Broca, responsável pela linguagem. Pode novamente parecer estranho, mas a verdade e que “dançar”, “ver dançar” ou “falar da dança” activam exactamente as mesmas áreas do cérebro. Interpretação em acção. Fantástico! Isto significa que estamos a dar “ginástica” ao cérebro.

O cérebro dança! E quando dança, faz exercício físico, ou seja, mantém-se saudável e activo. Como um músculo: se exercito, desenvolve; se paro, atrofia. Em linguagem técnica, a dança do cérebro corresponde à plasticidade, a um aumento da conectividade e reestruturação entre as varias regiões do cérebro. Comunicação mais eficaz entre as diferentes regiões, e o corpo responde, dançando ou não!


Vários estudos têm associado a dança a um aumento da inteligência e acuidade mental. Por exemplo, imaginemos que estamos a dançar tango. Só o facto de seguirmos o nosso companheiro, que nos conduz para movimentos inesperados, implica tomar centenas de decisões muito rápidas, na ordem dos 0.5 segundos.

Se pensarmos que por cada vez que tomamos uma decisão estamos a embarcar no desconhecido, e que citando Jean Piaget “a inteligência é aquilo que usamos quando não sabemos o que fazer”, então, ao dançar com um par, estamos a ficar mais inteligentes, mas se formos trocando de par, a nossa “ginástica mental” aumenta ainda mais! Vamos ficando mais inteligentes, durante mais tempo.

Mais uma vez, estes processos são bem mais complexos do que aqui dou a conhecer e investigações sobre o tema são ainda muito escassas. Além disso, eu apenas falei aqui de uma pequeníssima parte do que é Dançar, mas fica o meu conselho: nos festivais ou fora deles, dancem muito!

Fonte: Ciência Hoje

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CEREBELO E NEURODESENVOLVIMENTO: AUTISMO


O autismo é uma doença neuropsiquiátrica da infância, geralmente com início antes dos três anos e que se carateriza por um atraso ou uma total ausência do desenvolvimento da comunicação verbal (atraso ou ausência de linguagem, linguagem estereotipada ou idiossincrática, incapacidade de iniciar ou sustentar uma conversa), dificuldades graves e mantidas na interação social (ausência de reciprocidade afetiva e pobreza de comportamentos e formas de comunicação não verbais como linguagem gestual, contacto visual, expressão facial, etc.), padrões de comportamento e interesses restritos (maneirismos, movimentos repetitivos ou estereotipados, preocupação excessiva com partes ou caraterísticas não funcionais de objetos ou rotinas, preocupação excessiva e exclusiva por um tema restrito, etc.) e ainda pobreza do pensamento abstrato de tipo simbólico e imaginativo. Quase sempre existem importantes dificuldades de aprendizagem sendo frequente mas de modo nenhum invariável,  um baixo QI.

Atualmente, extensa investigação realizada nesta área tem posto a descoberto diversas regiões cerebrais como potencialmente envolvidas na génese do autismo, incluindo o sistema límbico, amígdala, áreas pré-frontais e cerebelo. Esta foi uma das primeiras regiões a ser implicada na doença. Estudos de autópsia revelaram atrofia do córtex do neo-cerebelo, com perda marcada de células de Purkinje, sem alteração significativa do lobo anterior do cerebelo. Métodos de neuro imagem viriam também a demonstrar alteração estrutural do cerebelo em doentes com autismo, nomeadamente dos lóbulos VI a VII do vérmis12 e dos hemisférios cerebelosos13. Estudos funcionais mostraram alteração dos padrões de ativação do cerebelo em doentes com autismo, nomeadamente hipoativação em tarefas de atenção não motora, no lobo VI14.


Fonte:

PAPEL DO CEREBELO NAS FUNÇÕES
COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS
Bases Científicas e Modelos de Estudo
PAULO BUGALHO, BERNARDO CORREA, MIGUEL VIANA-BAPTISTA
Serviço de Neurologia. H. Egas Moniz. Serviço de Psiquiatria, H. S. Francisco Xavier.
Departamento de Psiquiatria e Saúde
Mental. Faculdade de Ciências Médicas. Lisboa

terça-feira, 10 de abril de 2012

PORQUE DORMIMOS?

Em neurociências existem muitos assuntos ainda enigmáticos e o sono é claramente um deles.
Algumas pessoas argumentam que o sono é simplesmente um processo para os animais permanecerem imóveis e assim evitarem alguns perigos. Mas claramente há muito mais motivos do que este.
Experiências de privação de sono levam os neurocientistas a pensar que o sono REM e algumas fases SWS permitem ao cérebro descansar e recuperar. Desenvolvemos este tipo de sono durante as primeiras 4 horas do sono noturno. É possível que este tipo de sono ajude a organizar e a limpar informação do cérebro. Boas alturas para realizar esta tarefa são os períodos em que o cérebro não tem que processar informação sensorial, ou estar atento e vigilante, ou controlar as nossas ações – tal como acontece com as reparações que se podem fazer num barco quando ele está nas docas, fora de água. Dados da investigação também sugerem que o sono é uma altura em que consolidamos aquilo que aprendemos no dia anterior – um processo essencial para o bom funcionamento da memória.


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Blog do Departamento de Educação Especial do agrupamento de escolas Nun'Álvares, Arrentela, Seixal. Pretende ser um espaço de divulgação e de troca de ideias. Professora responsável pela sua criação e administração: Anabela Leite

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