O sonho comanda a vida. Não é só poesia, é um facto científico
Ler aqui.
"O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade." Karl Mannheim
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
O cérebro e a música
O gosto praticamente universal pela música acaba de
ganhar uma explicação científica. Estudo mostra que, ao som de uma bela canção,
o cérebro é inundado por dopamina, neurotransmissor ligado a sensações
prazerosas.
Os amantes da música sabem, por experiência própria,
que o prazer de escutar essas vibrações mecânicas é um dos mais gratificantes
que se podem experimentar. Agora, estudo publicado na Nature Neuroscience
explica tanto o porquê dessa sensação quanto a razão de a música ser apreciada
nas mais distintas sociedades humanas.
O segredo, segundo o estudo, está no fato de o cérebro
se inundar com dopamina, um dos vários neurotransmissores que os neurônios usam
para enviar sinais químicos uns para os outros. A dopamina está ligada àquele
prazer que se tem com um bom prato de comida ou com a surpresa de ganhar
grandes somas de dinheiro.
A experiência mediu com exames de imagens, os níveis
de dopamina em cérebro de voluntários em resposta àquele ‘arrepio’ prazeroso
causado pela música que, para muitos, vem da alma e eletriza o corpo. Essa
sensação muda a condução elétrica da pele, os batimentos cardíacos e a taxa de
respiração, por exemplo.
Quanto maior
a sensação de prazer ao som de uma música, mais alta é a quantidade de dopamina
no cérebro
Os pesquisadores mostraram que, quanto maior essa
sensação, mais alta é a quantidade do neurotransmissor no cérebro. Outra
conclusão do estudo: a quantidade de dopamina no cérebro é maior quando o
ouvinte classifica a música como agradável, em comparação com uma canção
‘neutra’.
Os autores mostraram também que mesmo a antecipação do
prazer de ouvir uma boa música já é suficiente para banhar o cérebro com mais
dopamina. Para os autores, uma forma de ler esses resultados é que eles
explicam por que a música é tão apreciada pelas mais diversas culturas.
Fonte: Cássio Leite Vieira
Ciência Hoje
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Olha o cérebro a dançar! E que bem o faz!»
2012-08-15
Por Ana Margarida Nunes *
* Licenciada em Biologia Microbiana e Genética pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Neurociências pelo King's College London em 2009.
Pode
parecer estranho, mas a verdade e que existem uns neurónios especiais,
chamados espelho, que funcionam exactamente como tal. “Dançar” ou “ver
dançar” desencadeiam exactamente a mesma sensação. Os neurónios espelho
encontram-se em várias regiões do cérebro e claro que para a dança, as
regiões mais relevantes são o cortex pré-motor e o parietal,
responsáveis pelo movimento e aprendizagem. Estas regiões localizam-se
na parte superior central da cabeça, aquela parte que fica coberta pelo
chapéu, quando nos protegemos do sol.
Ainda
assim, a maior concentração destes neurónios está na área de Broca,
responsável pela linguagem. Pode novamente parecer estranho, mas a
verdade e que “dançar”, “ver dançar” ou “falar da dança” activam
exactamente as mesmas áreas do cérebro. Interpretação em acção.
Fantástico! Isto significa que estamos a dar “ginástica” ao cérebro.
O cérebro dança! E quando dança, faz exercício físico, ou seja, mantém-se saudável e activo. Como um músculo: se exercito, desenvolve; se paro, atrofia. Em linguagem técnica, a dança do cérebro corresponde à plasticidade, a um aumento da conectividade e reestruturação entre as varias regiões do cérebro. Comunicação mais eficaz entre as diferentes regiões, e o corpo responde, dançando ou não!
Vários
estudos têm associado a dança a um aumento da inteligência e acuidade
mental. Por exemplo, imaginemos que estamos a dançar tango. Só o facto
de seguirmos o nosso companheiro, que nos conduz para movimentos
inesperados, implica tomar centenas de decisões muito rápidas, na ordem
dos 0.5 segundos.
Se pensarmos que por cada vez que tomamos uma decisão estamos a embarcar no desconhecido, e que citando Jean Piaget “a inteligência é aquilo que usamos quando não sabemos o que fazer”, então, ao dançar com um par, estamos a ficar mais inteligentes, mas se formos trocando de par, a nossa “ginástica mental” aumenta ainda mais! Vamos ficando mais inteligentes, durante mais tempo.
Mais uma vez, estes processos são bem mais complexos do que aqui dou a conhecer e investigações sobre o tema são ainda muito escassas. Além disso, eu apenas falei aqui de uma pequeníssima parte do que é Dançar, mas fica o meu conselho: nos festivais ou fora deles, dancem muito!
O cérebro dança! E quando dança, faz exercício físico, ou seja, mantém-se saudável e activo. Como um músculo: se exercito, desenvolve; se paro, atrofia. Em linguagem técnica, a dança do cérebro corresponde à plasticidade, a um aumento da conectividade e reestruturação entre as varias regiões do cérebro. Comunicação mais eficaz entre as diferentes regiões, e o corpo responde, dançando ou não!
Se pensarmos que por cada vez que tomamos uma decisão estamos a embarcar no desconhecido, e que citando Jean Piaget “a inteligência é aquilo que usamos quando não sabemos o que fazer”, então, ao dançar com um par, estamos a ficar mais inteligentes, mas se formos trocando de par, a nossa “ginástica mental” aumenta ainda mais! Vamos ficando mais inteligentes, durante mais tempo.
Mais uma vez, estes processos são bem mais complexos do que aqui dou a conhecer e investigações sobre o tema são ainda muito escassas. Além disso, eu apenas falei aqui de uma pequeníssima parte do que é Dançar, mas fica o meu conselho: nos festivais ou fora deles, dancem muito!
Fonte: Ciência Hoje
sexta-feira, 4 de maio de 2012
CEREBELO E NEURODESENVOLVIMENTO: AUTISMO
O autismo é uma doença neuropsiquiátrica da infância, geralmente com início antes dos três anos e que se carateriza por um atraso ou uma total ausência do desenvolvimento da comunicação verbal (atraso ou ausência de linguagem, linguagem estereotipada ou idiossincrática, incapacidade de iniciar ou sustentar uma conversa), dificuldades graves e mantidas na interação social (ausência de reciprocidade afetiva e pobreza de comportamentos e formas de comunicação não verbais como linguagem gestual, contacto visual, expressão facial, etc.), padrões de comportamento e interesses restritos (maneirismos, movimentos repetitivos ou estereotipados, preocupação excessiva com partes ou caraterísticas não funcionais de objetos ou rotinas, preocupação excessiva e exclusiva por um tema restrito, etc.) e ainda pobreza do pensamento abstrato de tipo simbólico e imaginativo. Quase sempre existem importantes dificuldades de aprendizagem sendo frequente mas de modo nenhum invariável, um baixo QI.
Atualmente, extensa investigação realizada nesta área tem posto
a descoberto diversas regiões cerebrais como potencialmente envolvidas na
génese do autismo, incluindo o sistema límbico, amígdala, áreas pré-frontais e
cerebelo. Esta foi uma das primeiras regiões a ser implicada na doença. Estudos
de autópsia revelaram atrofia do córtex do neo-cerebelo, com perda marcada de
células de Purkinje, sem alteração significativa do lobo anterior do cerebelo.
Métodos de neuro imagem viriam também a demonstrar alteração estrutural do cerebelo
em doentes com autismo, nomeadamente dos lóbulos VI a VII do vérmis12 e dos hemisférios
cerebelosos13. Estudos funcionais mostraram alteração dos padrões de ativação
do cerebelo em doentes com autismo, nomeadamente hipoativação em tarefas de
atenção não motora, no lobo VI14.
Fonte:
PAPEL DO CEREBELO NAS FUNÇÕES
COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS
Bases Científicas e Modelos de Estudo
PAULO BUGALHO, BERNARDO CORREA, MIGUEL
VIANA-BAPTISTA
Serviço de Neurologia. H. Egas Moniz. Serviço de
Psiquiatria, H. S. Francisco Xavier.
Departamento de Psiquiatria e Saúde
Mental. Faculdade de Ciências Médicas. Lisboa
terça-feira, 10 de abril de 2012
PORQUE DORMIMOS?
Em
neurociências existem muitos assuntos ainda enigmáticos e o sono é claramente
um deles.
Algumas
pessoas argumentam que o sono é simplesmente um processo para os animais permanecerem
imóveis e assim evitarem alguns perigos. Mas claramente há muito mais motivos
do que este.
Experiências
de privação de sono levam os neurocientistas a pensar que o sono REM e algumas fases SWS permitem
ao cérebro descansar e recuperar. Desenvolvemos este tipo de sono durante as primeiras
4 horas do sono noturno. É possível que este tipo de sono ajude a organizar e a
limpar informação do cérebro. Boas alturas para realizar esta tarefa são os
períodos em que o cérebro não tem que processar informação sensorial, ou estar
atento e vigilante, ou controlar as nossas ações – tal como acontece com as
reparações que se podem fazer num barco quando ele está nas docas, fora de
água. Dados da investigação também sugerem que o sono é uma altura em que
consolidamos aquilo que aprendemos no dia anterior – um processo essencial para
o bom funcionamento da memória.
.
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