A dislexia ocorre em todo o mundo, independentemente da cultura ou da língua, e
afeta cerca de 8% da população, nomeadamente inibindo a aprendizagem. 2-4% da
população pode ser seriamente afetada pela dislexia.
É impossível experimentar anos de fracasso na escola sem um efeito negativo
sobre as pessoas: a falta de confiança e baixa autoestima são frequentemente
consequências da dislexia.
Há grandes consequências emocionais para o aluno que, continuamente, é incapaz
de desenvolver habilidades e estratégias eficazes em determinadas áreas-chave
do currículo, devido à presença da dislexia. Existe um dano emocional quando o
mau aproveitamento escolar é atribuído à falta de atenção, distração, preguiça,
imaturidade ou vontade de desafiar. O mesmo acontece quando os pais e os
professores não chegam a acordo quanto à causa das dificuldades de
aprendizagem. Muitas pessoas disléxicas relatam terem sido vítimas de abuso
verbal e físico por parte do seu grupo de pares, o que os levou a estarem
continuamente na defensiva e numa posição de «invisibilidade», para evitarem a
exposição ao ridículo.
Para as pessoas com dislexia, estarem erradas já é «normal», e isso faz com que
tenham medo de assumir riscos e com que percam a crença em si mesmas e nas suas
habilidades. Assim, é frequente que subestimem as suas habilidades e
conhecimentos e que generalizem o campo das suas dificuldades, pensando que,
uma vez que têm dificuldades na leitura e escrita, terão dificuldades em tudo o
resto.
Traduzido por DISLEX-Associação Portuguesa de Dislexia