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terça-feira, 8 de março de 2016

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

INCIDÊNCIA E EFEITOS EMOCIONAIS DA DISLEXIA

A dislexia ocorre em todo o mundo, independentemente da cultura ou da língua, e afeta cerca de 8% da população, nomeadamente inibindo a aprendizagem. 2-4% da população pode ser seriamente afetada pela dislexia.
É impossível experimentar anos de fracasso na escola sem um efeito negativo sobre as pessoas: a falta de confiança e baixa autoestima são frequentemente consequências da dislexia.

Há grandes consequências emocionais para o aluno que, continuamente, é incapaz de desenvolver habilidades e estratégias eficazes em determinadas áreas-chave do currículo, devido à presença da dislexia. Existe um dano emocional quando o mau aproveitamento escolar é atribuído à falta de atenção, distração, preguiça, imaturidade ou vontade de desafiar. O mesmo acontece quando os pais e os professores não chegam a acordo quanto à causa das dificuldades de aprendizagem. Muitas pessoas disléxicas relatam terem sido vítimas de abuso verbal e físico por parte do seu grupo de pares, o que os levou a estarem continuamente na defensiva e numa posição de «invisibilidade», para evitarem a exposição ao ridículo.

Para as pessoas com dislexia, estarem erradas já é «normal», e isso faz com que tenham medo de assumir riscos e com que percam a crença em si mesmas e nas suas habilidades. Assim, é frequente que subestimem as suas habilidades e conhecimentos e que generalizem o campo das suas dificuldades, pensando que, uma vez que têm dificuldades na leitura e escrita, terão dificuldades em tudo o resto.


Traduzido por DISLEX-Associação Portuguesa de Dislexia

quarta-feira, 16 de abril de 2014

AS MELHORES DICAS PARA AJUDAR UM ALUNO DISLÉXICO NA SALA DE AULA


1- Use canetas coloridas;
2- Não dê aos alunos páginas com muito texto para ler;
3- Quando der apontamentos à turma, escreva-os por tópicos;
4- Use vídeos na sala: os disléxicos lembrar-se-ão mais facilmente;
5- Não peça aos alunos (disléxicos) para ler em voz alta na sala;
6- É o conteúdo de uma resposta dada pelo aluno disléxico que importa, não a estrutura e a ortografia;
7- Quando o aluno fizer algo bem, diga-lhe isso: “bom trabalho”;
8- Se o seu aluno disléxico parece stressado, dê-lhe alguns minutos para relaxar;
9- Dê-lhe desafios, não lhe facilite a vida [desde que se tenham em conta as dificuldades associadas à leitura e à escrita];
10- Na dislexia, muitas vezes o estudo autónomo é mais fácil de ser recordado pelo próprio, por isso peça ao aluno disléxico para efetuar uma pesquisa sobre um determinado tópico [que irá ser estudado, por exemplo].



AS MELHORES DICAS SOBRE EXAMES PARA DISLÉXICOS:

1- Lê cada questão 5 vezes antes de responderes;
2- Tem um papel de rascunho para escreveres notas;
3- Leva o tempo de que precisares.., é melhor responderes de forma acertada;
4- Quando iniciares o exame, percorre primeiro todo o enunciado e faz as perguntas mais fáceis primeiro, depois responde às questões que obrigue a respostas mais extensas e, por último, responde às questões em que vais ter mais dificuldades;
5- Quando tiveres uma pergunta de desenvolvimento, escreve no rascunho a tua resposta por tópicos;
6- Não tenhas pressa;
7- Antes de dares por concluído o exame, revê tudo o que escreveste; essa revisão deve ser frequente, após cada resposta dada;
8- Em alguns exames, existem perguntas cujas respostas exigem vários pontos relativos a casos estudados, o que significa que terás de rever todos esses apetos - e uma boa forma de responderes a essas questões é usando tópicos;
9- Entre as questões, para um minuto para pensar sobre tua resposta, se te apressares, terás problemas com a estruturação das respostas e com o conteúdo das mesmas: pensar ajuda-te a planear e a estruturar o conteúdo das tuas respostas.

Traduzido por DISLEX-Associação Portuguesa de Dislexia

segunda-feira, 31 de março de 2014

QUAL O MELHOR TIPO DE LETRA PARA AS PESSOAS COM DISLEXIA?


(Antes de prosseguirmos, a DISLEX lembra a máxima «cada caso é um caso»)

Um novo estudo realizado por uma equipa de investigadores em Espanha concluiu que há tipos de letra de computador que parecem facilitar o processo de leitura das pessoas com dislexia.
Para determinar a legibilidade do texto, foram estudados o tempo de leitura e a duração de fixação, usando dados de rastreio ocular. Os participantes foram também convidados a indicar as suas preferências, classificando cada fonte (tipo de letra) numa escala de 1 a 5.
Depois de estudar 48 indivíduos disléxicos a lerem 12 textos diferentes, com 12 fontes diferentes, os pesquisadores concluíram que o desempenho da leitura era melhor com o tipo de letra sans serif, espaçamento simples e fontes romanas. Eles também descobriram que as fontes em itálico prejudicam significativamente a leitura.
Com base nestas descobertas, os investigadores recomendam os seguintes tipos de letra: Helvetica, Courier, Arial, Verdana e Modern Computer. Este tipo de letras revelaram-se mais legíveis até do que a fonte Open Dyslexic (http://opendyslexic.org/), que não melhorou a legibilidade de teste ou a velocidade de leitura.
Embora estes resultados sejam interessantes para todos quantos trabalham com a dislexia, é bom recordar, como refere a Dyslexia Help (
http://dyslexiahelp.umich.edu/), que A DISLEXIA NÃO É UM PROBLEMA VISUAL.

Fonte: Dislex

domingo, 23 de março de 2014

COMO LÊEM OS DISLÉXICOS?

Uma visão interessante sobre o processo

Quando uma pessoa disléxica lê as palavras, não consegue visualizar o que está a ler.
O disléxico precisa de ser capaz de ter uma imagem do que está a ler, mas, quando ele/ela lê, cada palavra ajusta-se à imagem que a pessoa disléxica cria na sua mente.
O problema é que a imagem que a pessoa vê é turva, o que faz com que se torne mais difícil que leia.
O problema é que o disléxico se concentra em CADA palavra que lê, ao mesmo tempo que tenta criar a imagem com sentido ou uma imagem de toda a frase – e isso faz com que se esqueça do que está a ler.
O problema ocorre porque A PESSOA DISLÉXICA PENSA POR IMAGENS. Quando lê, lê cada palavra - e isso acontece porque está a tentar «ver» cada palavra com as suas sílabas.
Cada palavra tem uma série de sons e aprender a dividir a palavra em partes e ligá-las para construir uma palavra é um trabalho muito difícil. A mente disléxica vê a imagem como uma sílaba em som; conseguir uma união de todo isto requer uma técnica especial, que tem de ser ensinada.
Pode ser fácil para a mente disléxica ligar pequenas palavras até 3 sílabas, mas começa a ser impossível quando há palavras com um grande número de sílabas ou sílabas difíceis de ligar. Tal requer um ensino especializado.
Um leitor disléxico apenas consegue pensar numa palavra de cada vez quando lê.
Durante o ato de ler, os disléxicos irão perder palavras vitais e comuns importantes para que não tenham problemas [de compreensão].
Para ser capaz de ler as palavras maiores, o disléxico tem de ser ensinado, é um facto – mas deverá ler mais livros. Os livros têm palavras maiores e mais complicadas e aprender essas palavras em formato de imagem com o significado vai ajudar. Nesse processo, o disléxico deverá tentar integrar as palavras na memória de longo prazo e não na de curto prazo. Para o conseguir fazer, deverá ir ao dicionário ou a listas de palavras em que tem dificuldades e usá-las em conversas ou escrevê-las; de cada vez que as escrever, deve dizer as sílabas para si próprio ou mesmo em voz alta. Deve escrever cada sílaba separadamente - isso permitir-lhe-á melhorar a sua ortografia e outras competências de escrita.

Fonte: DISLEX-Associação Portuguesa de Dislexia

sábado, 18 de janeiro de 2014

Dislexia deixou de ser mito mas ainda não tem resposta adequada nas escolas

Ler aqui.


Página da Unidade  de Dislexia da UTAD no facebook

 Aqui.

sábado, 21 de dezembro de 2013

A Dislexia em adolescentes, jovens e adultos


O que é preciso que se saiba sobre os alunos disléxicos mais velhos!

As competências de leitura são necessárias para as mais diversas aquisições escolares. Para além da escola, a proficiência da leitura é igualmente importante para o sucesso profissional. À medida que crescemos, espera-se cada vez mais de nós. Contudo, para os indivíduos com dislexia, as exigências da escola e do mundo profissional são especialmente acrescidas.

Assume-se, frequentemente, que os alunos mais velhos adquiriram já competências de descodificação e que a luta que agora travam se prende unicamente com dificuldades de compreensão. No entanto, as dificuldades dos leitores disléxicos podem situar-se ao nível do reconhecimento das palavras e estes alunos podem ainda não ter desenvolvido a capacidade de identificar palavras desconhecidas. Os alunos mais velhos não intervencionados (ao longo de anos) podem não ter desenvolvido aspetos considerados fundamentais, tais como vocabulário, pré-requisitos variados e competências de compreensão. Esta falta de intervenção pode também afetar a sua capacidade para soletrar e escrever, dificultando a sua capacidade para expressar os seus conhecimentos e ideias.

Após o 1.º ciclo, parte-se, frequentemente, do princípio de que o aluno que não consegue ler deverá beneficiar de auxílios tecnológicos ou compensatórios mais do que de uma instrução direta centrada na leitura. Não é isso, contudo, que um extenso conjunto de evidências mostra; de facto, os estudos revelam que uma instrução de alta qualidade e intensiva centrada na leitura pode ajudar os alunos mais velhos com dificuldades de leitura a desenvolver as competências necessárias para que possam ter sucesso no ensino secundário e após este. Por outras palavras: NUNCA É DEMASIADO TARDE. Os alunos disléxicos mais velhos, incluindo os adultos, podem beneficiar de uma instrução especializada centrada na leitura e na escrita, mas é fundamental que eles encontrem um instrutor altamente treinado capaz de implementar um programa com sucesso.

Identificar e abordar as necessidades de instrução

Uma avaliação diagnóstica irá indicar todas as áreas da leitura e escrita a trabalhar. (…) “Com as condições adequadas, uma instrução intensiva centrada nas competências básicas da palavra poderá ter um impacto significativo na capacidade de compreensão dos alunos do 2.º ciclo e para além deste” (Center on Instruction, 2008). Este Center on Instruction apresentou um relatório que contém recomendações consideradas fundamentais no contexto do ensino da palavra a alunos mais velhos:

O professor (dos alunos mais velhos) terá de ensinar o aluno a:

Identificar e dividir as palavras em sílabas;
quando e como ler as palavras multissilábicas, unindo as diversas partes;
Reconhecer palavras irregulares que não seguem padrões previsíveis;
os significados dos prefixos comuns, desinências e raízes. A instrução deve incluir as formas de perceber as várias maneiras de as palavras se relacionarem umas com as outras (ex: trans, transferir, transformar, transição);
Como separar as palavras em partes, combinando essas partes, de forma a criar palavras com base nas suas raízes ou outras características;
Como e quando usar uma análise estrutural para descodificar palavras desconhecidas.
É muito importante reter do que ficou, até agora, dito que, ao contrário do que algumas vezes se ouve, o trabalho ao nível da consciência fonológica tem de continuar com os alunos mais velhos. Sendo a dislexia uma dificuldade de leitura decorrente de um défice fonológico, será de prever que, tal como afirmam diversos autores, as dificuldades a este nível permaneçam.

Fatores para o sucesso escolar

Em primeiro lugar, e acima de tudo, um aluno disléxico mais velho deve beneficiar de um ensino centrado nas áreas deficitárias de leitura e escrita, diagnosticadas na avaliação. Se não consegue descodificar ou soletrar com eficiência e precisão, o aluno irá necessitar de uma instrução proficiente nessas áreas para que consiga progredir para níveis mais avançados de leitura e escrita.

Para além da instrução direta a que se fez referência atrás, para que haja sucesso escolar, é necessário ter em conta também o que se segue:

Tutorias nas diversas disciplinas;
Adequações, como mais tempo e exames orais;
Turmas reduzidas;
Ajudas adicionais: leitura de textos e ajudas no que respeita à ortografia.
(…)

Fatores para o sucesso na vida profissional

As pessoas com dislexia podem não estar sozinhos na luta contra as exigências de leitura e escrita no trabalho. Aproximadamente 40% das pessoas com o 12.º ano não possuem as competências de literacia que os empregadores querem. Um aluno disléxico pode ter dificuldades nas formações de trabalho, se estas não forem apresentadas tendo em conta as suas necessidades.
(...)
Apesar de a intervenção precoce ser a melhor forma de ajudar os alunos a entrarem no mundo da leitura e da escrita, nunca é tarde para ajudar os alunos mais velhos a fazerem progressos e a ter sucesso. Com uma avaliação adequada e uma instrução e adequações apropriadas, os adolescentes e adultos disléxicos podem alcançar também os seus objetivos e deixar a sua contribuição única no mundo do trabalho e na sociedade.


Fonte: Dislex, via FB

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Blog do Departamento de Educação Especial do agrupamento de escolas Nun'Álvares, Arrentela, Seixal. Pretende ser um espaço de divulgação e de troca de ideias. Professora responsável pela sua criação e administração: Anabela Leite

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